Monitorizar a qualidade do ar interior
Uma boa qualidade do ar é essencial para a saúde e a segurança, na indústria, no escritório como em casa.
Os poluentes são partículas nocivas que se deslocam com o ar; a sua concentração mede-se em ppm (partes por milhão). Quanto mais elevada é a poluição, pior é a qualidade do ar. Estes poluentes podem provocar problemas de saúde, uma quebra de produtividade, desconforto e stress.
Um ar interior poluído provoca, a curto prazo, tosse, tonturas, dores de cabeça, irritação das mucosas e fadiga; a longo prazo, doenças respiratórias e cardíacas. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a poluição do ar interior representa cerca de 3 % da carga mundial de morbilidade, quando passamos até 90 % do nosso tempo em interior.

É, por isso, importante controlar a qualidade do ar interior para: assegurar que a poluição não ultrapassa os valores-limite; verificar que as medidas de controlo funcionam; escolher o nível adequado de equipamento de proteção individual (EPI); e garantir que a saúde dos trabalhadores não é posta em perigo.
Os poluentes do ar interior
O que são os COV?
Os compostos orgânicos voláteis (COV) são produtos químicos que contêm carbono. As suas fontes são numerosas: cosméticos, ambientadores, combustíveis fósseis, veículos, indústria. Os COV desempenham um papel importante na poluição do ar interior como exterior.
Nem todos são nocivos, mas alguns são considerados poluentes atmosféricos, benzeno, formaldeído, tolueno; outros, como o metano (emitido pelos pântanos e pelos ruminantes), estão naturalmente presentes e são importantes para o ciclo biogeoquímico da Terra.

A exposição aos COV pode ser reduzida por várias medidas: ventilar corretamente os espaços interiores, utilizar produtos de limpeza e materiais de construção com baixo teor de COV, limitar o uso excessivo de produtos químicos e privilegiar as fontes de energia limpas. Regulamentações ambientais visam, por outro lado, controlar e reduzir as emissões de COV. A EOLIOS é capaz de avaliar as emissões de COV e de acompanhar a sua concentração no ar bem como o seu impacto em interior.
O que são as partículas finas?
As partículas finas são partículas em suspensão no ar cujo diâmetro é inferior ou igual a 2,5 mícrones, daí o seu nome PM2.5. Provêm dos veículos, centrais elétricas, instalações industriais, incêndios de biomassa e, mais genericamente, da combustão. Contribuem para a poluição do ar e têm um impacto negativo na saúde e no ambiente.
De onde vêm os poluentes?
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Fumo de tabaco;
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Produtos domésticos e de bricolage;
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Materiais de construção e de decoração;
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Mobiliário e revestimentos;
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Aparelhos de aquecimento e de cozinha;
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Bolores e alergénios;
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Equipamentos de combustão (fornos industriais, geradores).
Os principais fatores que degradam o ar interior
Uma ventilação insuficiente, problemas de regulação da temperatura, uma humidade demasiado elevada ou demasiado baixa, trabalhos de pintura, o pó de renovação, o material de limpeza, os produtos químicos e pesticidas degradam a qualidade do ar. Uma boa ventilação, produtos ecológicos e uma gestão da humidade são essenciais.
Conforto interior e qualidade do ar
O conforto interior é essencial para a saúde e a produtividade dos ocupantes, e participa nas poupanças de energia. Assenta em vários critérios.
A ausência de correntes de ar
A velocidade do ar reduz a acumulação dos poluentes, evacua a humidade e homogeneíza a temperatura; deve manter-se inferior a 0,2 m/s nas zonas ocupadas.
A uniformidade da temperatura
É preciso evitar uma estratificação térmica marcada: a temperatura deve ser uniforme, no verão como no inverno.
Uma boa qualidade do ar
Depende da humidade do ar (demasiado baixa, o ar é seco e desconfortável; demasiado elevada, favorece bactérias, bolores e ácaros), da ventilação (substituir o ar interior por ar novo exterior) e da limpeza do ar (filtrar o ar exterior para não reintroduzir poluição).
Simulação CFD da poluição do ar interior
A modelação CFD é uma ferramenta versátil para resolver os problemas de engenharia ligados à análise da propagação das impurezas e partículas no ar. Reproduz o movimento do ar tendo em conta as transferências de calor e de massa, as impurezas gasosas e a sua dispersão, bem como a transferência das partículas mecânicas em suspensão. Pode assim estudar-se a difusão dos poluentes numa divisão: estes seguem as linhas de corrente do ar, graças à aeráulica.
A concentração de poluentes numa divisão varia segundo o método de ventilação utilizado. A modelação dos escoamentos de ar efetua-se por métodos matemáticos tridimensionais (abordagem CFD). Analisar esta repartição permite desenvolver ajustes da solução de conceção, a fim de atingir os parâmetros de nível de poluição requeridos em todo o local.
Exemplo: a propagação de um vírus
Certos vírus transmitem-se por via oral, através de gotículas. Realizamos simulações CFD para estudar o comportamento das gotículas e dos aerossóis e encontrar soluções adaptadas a fim de minimizar o risco de infeção oral, prevendo a sua propagação e o impacto dos escoamentos de ar no risco de contaminação.
As soluções propostas pela EOLIOS
A EOLIOS permite verificar e otimizar os processos, apoiando-se se necessário em campanhas de medição no local conduzidas a montante do estudo.

Modelamos a ventilação de um local em várias etapas:
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Auditoria — identificação da origem das poeiras e dos poluentes.
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Avaliação da solução de conceção — conformidade, controlo da temperatura, da velocidade do ar e da humidade, através de uma modelação CFD 3D.
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Desenvolvimento de ajustes da solução para atingir os níveis de poluição requeridos.
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Análise detalhada na proximidade do processo — distribuição de ar, humidificação, captação.
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Estudo de contaminação específico para os laboratórios e salas limpas.
Determinando a qualidade do ar, deduz-se o nível de conforto interior. A EOLIOS concebe também sistemas de ventilação, por exemplo para as salas limpas, determinando os escoamentos de ar de modo a que os poluentes não atinjam as zonas de risco, garantindo uma elevada qualidade do ar.



