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Torres de arrefecimento (TAR) & regulamentação ICPE

Eficientes mas sensíveis, as TAR conjugam uma questão sanitária (legionela), uma exigência regulamentar (ICPE 2921) e uma dificuldade aeráulica (recirculação das plumas). Descodificação, e o papel da CFD para garantir a sua implantação.

Leitura 11 min Nível Intermédio Sem abordagem comercial
Estudo CFD da recirculação da pluma de uma torre de arrefecimento
Recirculação da pluma de uma TAR — simulação CFD
01 — Introdução

Arrefecer por evaporação: eficaz, mas sob vigilância

As torres de arrefecimento (TAR) rejeitam para o exterior o calor das instalações de climatização e de processo. O seu princípio, arrefecer a água por evaporação, é notavelmente eficaz, mas acompanha-se da dispersão de uma pluma de ar quente e húmido carregada de gotículas finas.

Esta pluma cristaliza três questões indissociáveis: um risco sanitário (a legionela), um quadro regulamentar estrito (ICPE) e uma dificuldade aeráulica (a recirculação). As três tratam-se em conjunto.

02 — Definição

O que é uma torre de arrefecimento?

Definição

Uma torre de arrefecimento é um equipamento que evacua o calor de um circuito de água colocando-a em contacto com um fluxo de ar. Numa TAR húmida, uma parte da água evapora-se: é essa mudança de estado que assegura um arrefecimento muito eficiente, mas gera uma pluma de aerossóis.

Distinguem-se principalmente:

Via húmida aberta

  • A água do circuito está em contacto direto com o ar.
  • Muito eficiente, mas com o risco sanitário mais elevado.

Via húmida fechada

  • O circuito está isolado ; a água de aspersão escorre pelo exterior.
  • Bom compromisso entre desempenho e controlo do risco.

Via seca / híbrida

  • Troca sem evaporação (ou apenas parcial).
  • Menos risco, mas menos eficiente com calor intenso.
03 — Sanitário

O risco de legionela

A água morna e estagnada das TAR oferece um meio favorável ao desenvolvimento das legionelas, bactérias que, dispersas no ar sob a forma de aerossóis, podem provocar uma infeção pulmonar grave: a legionelose.

O perigo não é a água em si, mas as microgotículas arrastadas pela pluma, que podem ser inaladas à distância. Daí uma dupla exigência: controlar a proliferação (tratamento, manutenção, vigilância) e evitar que a pluma seja reinalada, nomeadamente através das tomadas de ar novo do edifício e da vizinhança.

Dossiê dedicado: a legionelose e as torres de arrefecimento
04 — Regulamentação

O quadro regulamentar ICPE (rubrica 2921)

Em França, as instalações de arrefecimento por dispersão de água num fluxo de ar estão abrangidas pela rubrica 2921 da nomenclatura das instalações classificadas para a proteção do ambiente (ICPE). Conforme a potência térmica evacuada, a instalação está sujeita a declaração ou a registo.

O quadro impõe nomeadamente uma análise metódica dos riscos (AMR) de proliferação e de dispersão das legionelas, um plano de manutenção e de vigilância e controlos periódicos. A implantação e o controlo da dispersão da pluma fazem parte integrante desta demonstração de segurança.

A reter

A conformidade não se limita à manutenção

Pensa-se muitas vezes a regulamentação das TAR sob o ângulo do tratamento da água. Mas a demonstração de controlo do risco inclui também a aeráulica: provar que a pluma não regressa às tomadas de ar nem às zonas frequentadas. É aí que a simulação traz uma prova quantificada.

05 — Aeráulica

A recirculação das plumas: a verdadeira questão aeráulica

A pluma rejeitada por uma TAR é quente e húmida. Conforme o vento, o relevo e os edifícios vizinhos, pode:

Recircular para a TAR

  • A pluma regressa à aspiração da torre: o ar admitido já está quente e húmido.
  • Consequência: queda de desempenho e consumo excessivo.

Atingir as tomadas de ar

  • A pluma é reinalada pelas tomadas de ar novo do edifício ou da vizinhança.
  • Consequência: risco sanitário e não conformidade.

Estes dois fenómenos dependem finamente da geometria do local, da altura de rejeição, da velocidade de ejeção e das condições de vento. As regras fixas de distância não bastam para os garantir.

06 — Diagnóstico CFD

O diagnóstico por simulação CFD

A simulação CFD modela a rejeição da TAR, o local e o seu ambiente, e calcula depois a trajetória da pluma e a sua diluição para cada condição de vento. Verifica-se assim, de forma quantificada:

A não recirculação

  • Concentração e temperatura do ar admitido pela TAR.
  • Margem de desempenho nas piores condições.

A proteção das tomadas de ar

  • Diluição da pluma nas tomadas de ar novo e nas zonas sensíveis.
  • Cumprimento dos objetivos sanitários e regulamentares.
Trajetória e recirculação da pluma de uma TAR em CFD
Trajetória da pluma e zonas de recirculação conforme o vento — a CFD localiza os riscos antes da implantação.
Simulação CFD de uma torre de arrefecimento: humidade relativa e recirculação das plumas conforme o vento.
07 — Prevenir

Prevenir e implantar bem

A partir do diagnóstico, otimiza-se a instalação com alavancas concretas:

AlavancaEfeito
Altura de rejeiçãoElevar o ponto de rejeição afasta a pluma das tomadas de ar e das zonas baixas.
Velocidade de ejeçãoUma velocidade suficiente projeta a pluma mais alto e acelera a sua diluição.
Orientação & posiçãoTer em conta os ventos dominantes e a implantação dos edifícios vizinhos.
Distâncias às tomadas de arAfastar e proteger as entradas de ar novo das zonas de deposição.
Alavancas de implantação verificadas e otimizadas por simulação CFD.
Uma TAR para implantar ou colocar em conformidade?

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